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9 de novembro de 2010

Como a comunicação integrada pode ajudar no marketing dos clientes

O desenvolvimento de uma comunicação eficaz é uma equação composta de uma série de variáveis. É no que acredita a Casa da Criação Propaganda

A comunicação está mudando e as empresas devem estar cada vez mais preparadas para essa evolução. Ações, estratégias, planejamentos, tudo isso deve ser muito bem pensado numa empresa de comunicação / marketing para que esta possa atender a crescente demanda do mercado. A necessidade da comunicação integrada está tornando uma prática entre os profissionais dessa área.


Para Noel De Simone, diretor da agência de publicidade Casa da Criação, a comunicação integrada de marketing surge da própria evolução do marketing, do surgimento de novas ferramentas de comunicação, da importância que as marcas passaram a ter e da conseqüente necessidade de gerenciá-las integrando todos os seus pontos de contato com seus vários targets. “O principal desafio é definir a essência da marca e, a partir desta essência, deste DNA, criar um conceito de comunicação único, uma promessa única, crível e legítima, que deverá estar presente em cada manifestação da marca, seja ela áudio visual, sensorial ou experimental”, explica Noel.

De acordo com o especialista, o desenvolvimento de uma comunicação eficaz é uma equação composta de uma série de variáveis que podem ser resumidas nas seguintes perguntas:

1) Com quem a marca precisa falar?
2) O que a marca precisa dizer?
3) Como ela deve dizer?
4) Aonde ela precisa estar?
5) Durante quanto tempo?
6) Quais os recursos disponíveis?
Se estas perguntas estiverem criteriosamente bem respondidas, definir as ferramentas de comunicação e integrá-las torna-se uma tarefa bem menos complexa.

Um dos pontos que também é primordial é a identificação do público-alvo, que, segundo Noel é a matéria prima do trabalho. “A informação é absolutamente imprescindível. Uma vez definido o público- alvo o ideal é que as pesquisas, sejam elas formais ou informais, nos ajudem a identificar as suas características comportamentais, psicográficas e demográficas, para que a estratégia de comunicação e a definição das ferramentas de comunicação a serem utilizadas possa ser a mais cirúrgica possível.

Após essa identificação “é preciso descobrir pontos em comum entre ele e a marca, para que se possa traçar a estratégia de comunicação mais eficaz, que seja capaz de integrar da melhor forma todas as oportunidades que tiver de fortalecer a relação entre a marca e seus públicos, conforme os objetivos de marketing e de comunicação previamente definidos”, diz Noel.

A utilização das novas tecnologias, a presença na Web, as diversas formas de relacionamento como as mídias sociais também podem ajudar na comunicação integrada. “Nos dias de hoje, é praticamente impossível, quase um erro, desenvolver um plano de comunicação integrado para uma marca sem prever a implementação de estratégias e ações que contemplem a utilização das mídias sociais”, conclui Noel.

E-mail marketing ou correspondência? O que atrai mais o cliente?

Para o diretor Átila Alexandre, da Agência Trato,
um é complemento do outro

Atualmente, há uma demanda crescente e natural pelo ambiente digital, uma realidade necessária que é vivenciada por um mercado diversificado e rico.  A exposição e construção do posicionamento de uma marca na rede é hoje um movimento extremamente importante para a sua projeção. A grande dúvida que surge com todo esse processo é quanto à substituição do impresso pelo digital.

Na Agência Trato, mesmo com a era digital, a quantidade de pedidos/encomendas envolvendo comunicação impressa continua tendo a mesma procura. Há 11 anos lidando com o mercado editorial, Átila Alexandre, diretor da Agência, acredita que não há uma substituição, mas uma adição dos meios disponíveis. “As mídias se complementam. A área digital oferece mobilidade, interatividade, capacidade de mensuração dos resultados, enquanto que a comunicação impressa tem grande poder de segmentação e atinge a uma faixa etária importante no que concerne ao poder aquisitivo. Um informativo, por exemplo, se o orçamento não permite imprimir e enviar exemplares pelo correio, a opção é editá-lo digitalmente. Antigamente isso não era possível”, complementa o diretor da Agência.

Quanto ao impacto no expectador, a mídia impressa possui um grande poder de convencimento. A diversidade de formatos, a riqueza dos materiais e texturas, as cores vibrantes e as definições de imagens, são recursos que ajudam a fixar na mente do consumidor o objeto almejado. Porém, tecnologias como o Ipad, já são realidade em outros mercados e representam uma revolução no meio digital, disponibilizando recursos de interatividade que já causam uma migração da mídia impressa. Certos tipos de comunicação como, por exemplo, embalagens, wobblers, convites, materiais promocionais de ponto de venda, entre outros, são por essência impressos. Porém, sem dúvida, o ambiente digital propicia uma gama de estímulos como vídeos, animações em flash, galerias de fotos, que são excelentes artifícios de venda.
Para o diretor da Agência Trato, a comunicação se equilibra hoje diante de um público que ainda aprecia a enriquecedora experiência sensorial do impresso, mas que caminha junto ao avanço da tecnologia. O Kindle, leitor digital, já acumula acervos online disponibilizados por várias bibliotecas do mundo. “A tendência lógica seria a diminuição do uso do papel em virtude das outras tantas formas de expressões que surgem, mas o que seria da realidade aumentada sem a base do arquivo impresso? A evolução dará a resposta”, analisa Átila Alexandre.
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